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Exportação de calçados capixabas cresce 31,4% em 2013

Mais de 200 mil pares de calçados produzidos no Espírito Santo já foram vendidos para países como Estados Unidos, Portugal e Espanha

 

A presença de calçados produzidos no Espírito Santo no mercado externo está crescendo em 2013. De acordo com informações da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), o número de pares exportados subiu 31,4% de janeiro a setembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2012. Os quase 203 mil pares vendidos geraram receita de US$ 2,5 milhões, crescimento de 22,9% em relação ao faturamento obtido em 2012.

 

Apesar de ainda não estar entre os maiores exportadores de calçados do Brasil, o resultado obtido pela indústria capixaba de calçados supera o crescimento médio nacional, que foi de 0,9% em faturamento e 9,4% em pares. O total exportado pelo Espírito Santo em 2013 já representa 77% do obtido durante todo o ano de 2012, quando foram comercializados 261,2 mil pares com faturamento de US$ 3,39 milhões. A expectativa do presidente do Sindicato da Indústria de Calçados do Espírito Santo (Sindicalçados), Altamir Martins, é que os resultados de 2013 superem os do ano passado. “A indústria capixaba tem apresentado produtos de qualidade, com alto valor agregado e, ao mesmo tempo, com preços mais competitivos”, explica.

 

O valor médio do calçado capixaba no mercado externo é de US$ 12,81 dólares, enquanto o de outros Estados, como Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo, chega a US$ 23,96, US$ 16,16 e US$ 15,28, respectivamente. Entre os principais destinos dos calçados capixabas estão Estados Unidos, Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Emirados Árabes Unidos e os países do Mercosul.

 

O setor no Espírito Santo

 

De acordo com o Sindicalçados, o setor de calçados, bolsas e acessórios no Espírito Santo é composto por 196 empresas, que geram 1900 empregos diretos e 2000 indiretos, com faturamento estimado em R$ 215 milhões. O principal polo do segmento está localizado em Cachoeiro de Itapemirim, que sedia 40% das indústrias do ramo. Em 2012, a produção foi de 21,6 mil pares de calçados por dia, chegando a um resultado de 9,92 milhões de pares no ano. As fábricas do Espírito Santo são especializadas na produção de artigos voltados para o público infantil (40%) e feminino (40%).

 

Uma série de ações é realizada pelo Sindicalçados para fortalecer o setor no Espírito Santo, com apoio de diversas instituições como Sebrae-ES e Senai-ES, além do Governo do Estado, que garante incentivos fiscais à indústria capixaba de vestuário, como o Compete-ES. A principal ação do Sindicato no Espírito Santo é a Escola de Corte e Costura de Calçados, em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do ES. A iniciativa foi criada em 2011 com o objetivo de amenizar o déficit de mão de obra qualificada no Estado.

 

Em seus dois primeiros anos, 200 profissionais foram capacitados. A partir de 2013, com a instalação da unidade no Centro Integrado Sesi/Senai do município, a capacidade de formação dobrou para 200 pessoas por ano. No final de 2013, foi lançada a Escola de Corte e Costura na Grande Vitória, localizada no Sambão do Povo, em Vitória, para atender as demandas por mão de obra qualificada dos cinco municípios que compõem a região: Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana. “A Escola de Corte e Costura é uma iniciativa vitoriosa, cuja importância vem sendo reconhecida pelo poder público. Prefeituras de outros municípios da região, como Alfredo Chaves, somam esforços e oferecem ônibus para as alunas”, diz.

 

Outra ação do Sindicalçados realizada em Cachoeiro de Itapemirim é o programa “Oficinas de Logística de Produção”, em parceria com Sebrae-ES e Senai-ES. Inicialmente, 11 empresas do município estão sendo beneficiadas pelos treinamentos voltadas a áreas de planejamento e controle de produção, como cronoanálise, layout fabril, micro layout e métodos e processos. “Além dessas atividades, também está sendo realizado um trabalho de consultoria tecnológica nas empresas, que recebem a visita de um consultor para analisar a realidade e os gargalos de cada uma”, lembra Martins.

Setor capixaba de calçados projeta crescimento de 5% para 2014

Após ano positivo, com incremento das exportações, segmento aposta no comércio aquecido para continuar crescendo

 

Se o ano que passou deixou bons resultados, a expectativa para o setor de calçados em 2014 será ainda melhor. De acordo com o presidente do Segundo o Sindicato das Indústrias de Calçados e Acessórios do Espírito Santo (Sindicalçados), Altamir Martins, o ano deve ser promissor, principalmente para o mercado externo, graças aos investimentos que estão sendo realizados nas indústrias e nas modelagens dos produtos locais. Com isso, a tendência é que o setor cresça em torno de 5% este ano, em relação a 2013.

 

“Esses investimentos possibilitam nossa valorização no mercado interno e externo. O comércio no Espírito Santo também está aquecido, o que contribui para absorção do produto no mercado e o crescimento das indústrias locais”, disse Martins.

 

Para garantir tal crescimento, o setor precisará ultrapassar alguns obstáculos. Isso porque alguns gargalos enfrentados pela indústria de calçados no Espírito Santo se assemelham ao setor nacional como um todo, como uma concorrência pesada de produtos orientais, que chegam no Brasil a taxas muito competitivas, mesmo com as medidas antidumping já tomadas, visto que o custo de produção nesses países é bem inferior ao brasileiro. “Possuímos incentivos fiscais do Governo do Estado, através do programa Compete-ES que nos garante redução do ICMS, mas seria necessária a criação de outros mecanismos para reduzir o chamado ‘Custo Brasil’ e o ‘Custo Espírito Santo’”, diz Martins.

 

Entretanto, o principal gargalo da indústria calçadista capixaba é a falta de mão de obra qualificada. Atualmente, o setor produz em média 39 mil pares por dia e ultrapassa os 14 milhões ao ano. “Só conseguiremos ampliar efetivamente nosso potencial produtivo quando esse problema for solucionado e damos nossa contribuição com a Escola de Corte e Costura”, afirma fazendo uma alusão ao programa realizado em Cachoeiro de Itapemirim, com o objetivo de capacitar mão de obra para o setor e qualificar os profissionais já absorvidos.

 

2013 foi positivo

 

Em 2013, apesar da queda no superávit do setor nacional, o Estado conseguiu ampliar suas exportações em 8%, no mesmo patamar que a média brasileira em pares e teve um resultado ligeiramente melhor em valores, de 1,9%, ante os 0,5% da indústria brasileira. De acordo com Altamir Martins, entre os fatores que ajudaram esse desempenho está a alta do dólar, que chegou a valer R$ 2,45 em agosto. “No mercado interno, conseguimos respirar mais aliviados durante um período em que ficou mais caro importar. Além disso, o dólar alto não afetou o preço dos nossos produtos no mercado interno porque as empresas que importam matéria-prima já haviam programado seus estoques até o fim do ano”, explicou.

 

Ainda de acordo com Martins, os resultados poderiam ter sido melhores já em 2013, não fossem algumas barreiras comerciais de países vizinhos, como Argentina e Venezuela, que haviam sido prospectados anteriormente por fábricas capixabas. Mesmo assim, Arábia Saudita e Angola, além de países da América do Sul, como Equador, Colômbia e Paraguai foram alguns dos destinos dos calçados capixabas no ano passado e que devem ter laços estreitados em 2014.

Nada compensa as perdas em um mercado consolidado como o da Argentina, diz presidente da Abicalçados

Associação estima perdas de US$ 30 milhões nas exportações para o país vizinho e não vê perspectiva de melhora

Por Ana Paula RIBEIRO

A Argentina se manteve nos últimos anos como o segundo mercado mais importante para os exportadores de calçados brasileiros. No entanto, tem perdido colocações e terminou janeiro em quinto lugar. O motivo é que o governo argentino quer controlar o fluxo de divisas internacionais para preservas as reservas e para isso tem colocado diversas barreiras aos importadores. O resultado é prejuízo para o setor calçadista brasileiro. O diretor-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, afirma que, desde agosto do ano passado, esse prejuízo já chegou a US$ 30 milhões e que embora haja esforço para conquistar novos mercados, nada compensa a perda em um mercado consolidado como o do país vizinho.

DINHEIRO: Quais as perdas do setor de calçados com as dificuldades de exportação para a Argentina?
HEITOR KLEIN: Agora estaríamos embarcando os calçados da coleção outono/inverno e isso não vai acontecer. Não há clima para essa negociação. Temos cerca de 800 mil pares de calçados que de uma forma ou outra estão sofrendo bloqueio para entrar na Argentina desde agosto do ano passado, sendo que mais de 400 mil foram efetivamente cancelados porque não conseguiram as Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação. Estimo que o número possa chegar a 2 milhões de pares se forem incluídos os negócios que poderiam acontecer e não aconteceram por essa situação.

DINHEIRO: Mas há um valor para esse prejuízo?
KLEIN:
São uns 2 milhões de pares a um preço médio de US$ 15. Estamos falando de US$ 30 milhões de negócios cancelados ou que foram perdidos o que, no fim, é um prejuízo. Há também um prejuízo na credibilidade diante os importadores argentinos, que fica muito afetada.

DINHEIRO: E há alguma expectativa de melhora nesse cenário?
KLEIN:
A situação econômica da Argentina está se deteriorando. Não há nenhum sinal à vista para que isso se abrande e possibilite uma retomada. De nossa parte já não sabemos o que pode ser feito.

DINHEIRO: O governo brasileiro tem intermediado as negociações?
KLEIN:
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e a embaixada brasileira em Buenos Aires estão dando um apoio forte, mas do lado do governo argentino há uma inflexibilidade total. Não quer dizer que não estejam acontecendo embarques. Estão, mas em volumes menores.

DINHEIRO: Qual a participação das vendas para a Argentina no total de exportações de calçados brasileiros?
KLEIN:
Foi de 10,9% no ano passado, quando atingiu US$ 188,9 milhões e agora está bem menos. Em janeiro, foi equivalente a 3,6% das vendas ao Exterior. As exportações para a Argentina caíram 30%, para US$ 3,4 milhões no mês passado.

DINHEIRO: É possível compensar a queda das vendas para a Argentina com outros mercados?
KLEIN:
A gente tem um esforço forte aqui na Abicalçados de promoção comercial de novos mercados e de ampliação dos mercados existentes, mas nada compensa uma perda dessas em um mercado consolidado, que é o mercado da Argentina.

DINHEIRO: Quais as expectativas em termos de exportações para 2014?
KLEIN:
É complicado dizer. Tínhamos uma projeção antes desse problema que era de uma recuperação das exportações em função de melhoria do dólar, com preços mais competitivos, mas essa situação na Argentina mudou tudo. O quadro ainda é muito instável, até na área de câmbio.

Exportação de couros bate recorde no primeiro bimestre do ano com 85 mil toneladas

 

A exportação do couro bateu recorde no primeiro bimestre deste ano, com 85 mil toneladas, o que significa aumento de 12,2% se comparado ao mesmo período de 2013.

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul/MS), a informação divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Segundo as informações, foram US$ 448,1 milhões em exportações. O valor significa aumento de 26,7% do que foi exportado no ano passado.

No primeiro bimestre, a cotação média foi de US$ 5,27 por quilo, ou seja, 12,9% maior comparando com a exportação do primeiro bimestre do ano passado. No último ano, o volume exportado foi de 75,7 mil toneladas.

 

 

 

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on facebookShare on twitterShare on gmailMore Sharing ServicesIndústria de calçados quer expansão no mercado árabe

A gaúcha Boaonda está presente nos Emirados, Arábia Saudita, Omã, Marrocos e Egito. Agora a empresa pretende entrar no mercado da Tunísia.


 A empresa gaúcha de calçados de borracha Boaonda começou suas exportações para o mercado árabe em 2012. De lá para cá, vendeu para os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã, Marrocos e Egito. Agora, em contato com um distribuidor da Tunísia, a indústria quer expandir sua presença na região.

Segundo Cássio Romani, gerente de Exportação, a empresa foi contatada pelo distribuidor tunisiano durante a Expo Riva Schuh, na Itália, realizada no mês passado. “Foi um contato muito bom. Vamos começar a mandar preços, amostras, para, quem sabe, até o meio do ano estar com o pedido fechado. Este foi um dos principais contatos da feira”, explicou.

De acordo com o executivo, se fechada a parceria, o distribuidor deve começar as vendas pelo próprio mercado da Tunísia, “para ver quais produtos tem mais aceitação”, antes de levar os calçados aos demais países africanos.

 

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