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Exportação de couros bate recorde no primeiro bimestre do ano com 85 mil toneladas

 

A exportação do couro bateu recorde no primeiro bimestre deste ano, com 85 mil toneladas, o que significa aumento de 12,2% se comparado ao mesmo período de 2013.

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul/MS), a informação divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Segundo as informações, foram US$ 448,1 milhões em exportações. O valor significa aumento de 26,7% do que foi exportado no ano passado.

No primeiro bimestre, a cotação média foi de US$ 5,27 por quilo, ou seja, 12,9% maior comparando com a exportação do primeiro bimestre do ano passado. No último ano, o volume exportado foi de 75,7 mil toneladas.

 

 

 

Matéria original [aqui].

Nada compensa as perdas em um mercado consolidado como o da Argentina, diz presidente da Abicalçados

Associação estima perdas de US$ 30 milhões nas exportações para o país vizinho e não vê perspectiva de melhora

Por Ana Paula RIBEIRO

A Argentina se manteve nos últimos anos como o segundo mercado mais importante para os exportadores de calçados brasileiros. No entanto, tem perdido colocações e terminou janeiro em quinto lugar. O motivo é que o governo argentino quer controlar o fluxo de divisas internacionais para preservas as reservas e para isso tem colocado diversas barreiras aos importadores. O resultado é prejuízo para o setor calçadista brasileiro. O diretor-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, afirma que, desde agosto do ano passado, esse prejuízo já chegou a US$ 30 milhões e que embora haja esforço para conquistar novos mercados, nada compensa a perda em um mercado consolidado como o do país vizinho.

DINHEIRO: Quais as perdas do setor de calçados com as dificuldades de exportação para a Argentina?
HEITOR KLEIN: Agora estaríamos embarcando os calçados da coleção outono/inverno e isso não vai acontecer. Não há clima para essa negociação. Temos cerca de 800 mil pares de calçados que de uma forma ou outra estão sofrendo bloqueio para entrar na Argentina desde agosto do ano passado, sendo que mais de 400 mil foram efetivamente cancelados porque não conseguiram as Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação. Estimo que o número possa chegar a 2 milhões de pares se forem incluídos os negócios que poderiam acontecer e não aconteceram por essa situação.

DINHEIRO: Mas há um valor para esse prejuízo?
KLEIN:
São uns 2 milhões de pares a um preço médio de US$ 15. Estamos falando de US$ 30 milhões de negócios cancelados ou que foram perdidos o que, no fim, é um prejuízo. Há também um prejuízo na credibilidade diante os importadores argentinos, que fica muito afetada.

DINHEIRO: E há alguma expectativa de melhora nesse cenário?
KLEIN:
A situação econômica da Argentina está se deteriorando. Não há nenhum sinal à vista para que isso se abrande e possibilite uma retomada. De nossa parte já não sabemos o que pode ser feito.

DINHEIRO: O governo brasileiro tem intermediado as negociações?
KLEIN:
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e a embaixada brasileira em Buenos Aires estão dando um apoio forte, mas do lado do governo argentino há uma inflexibilidade total. Não quer dizer que não estejam acontecendo embarques. Estão, mas em volumes menores.

DINHEIRO: Qual a participação das vendas para a Argentina no total de exportações de calçados brasileiros?
KLEIN:
Foi de 10,9% no ano passado, quando atingiu US$ 188,9 milhões e agora está bem menos. Em janeiro, foi equivalente a 3,6% das vendas ao Exterior. As exportações para a Argentina caíram 30%, para US$ 3,4 milhões no mês passado.

DINHEIRO: É possível compensar a queda das vendas para a Argentina com outros mercados?
KLEIN:
A gente tem um esforço forte aqui na Abicalçados de promoção comercial de novos mercados e de ampliação dos mercados existentes, mas nada compensa uma perda dessas em um mercado consolidado, que é o mercado da Argentina.

DINHEIRO: Quais as expectativas em termos de exportações para 2014?
KLEIN:
É complicado dizer. Tínhamos uma projeção antes desse problema que era de uma recuperação das exportações em função de melhoria do dólar, com preços mais competitivos, mas essa situação na Argentina mudou tudo. O quadro ainda é muito instável, até na área de câmbio.

Feira colombiana IFLS terá 13 empresas brasileiras

Visando a consolidação no crescente mercado colombiano, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), através do Brazilian Footwear – programa de apoio às exportações mantido em parceria com a Apex-Brasil -, leva 13 empresas nacionais para a participação na International Footwear and Leather Show (IFLS). A feira, que apresentará as coleções de outono-inverno 2014, acontece em Bogotá/Colômbia entre os dias 4 e 7 de fevereiro. 

No segundo dia da feira, as marcas nacionais serão apresentadas para jornalistas e blogueiras de moda em um evento promovido pelo Brazilian Footwear no restaurante Club Colombia pela manhã. Chamada de "Encontro com a Moda do Brasil", a ação visa intensificar o relacionamento dos expositores com a imprensa colombiana, apresentando a moda nacional e o setor calçadista verde-amarelo. 
 

O gestor de Projetos da Abicalçados, Cristiano Körbes, ressalta que a Colômbia é um mercado estratégico para o calçado brasileiro. “O Brazilian Footwear trabalha com mercados potenciais para o calçado verde-amarelo. Estamos desenvolvendo diferentes ações, como missões, participação em feiras, estudos e encontros para fomentar os negócios e ainda promover a imagem das marcas de maneira diversificada. E, dentro deste contexto, um dos mercados de maior potencial para o Brasil é a Colômbia”, aponta Körbes, que falará aos jornalistas no encontro do segundo dia da IFLS. Ainda durante a mostra, o Brazilian Footwear irá sortear a bola oficial do Mundial 2014, a Brazuca, entre compradores internacionais. 

 

Negócios

Entre janeiro e dezembro do ano passado foram embarcados mais de 6,7 milhões de pares para a Colômbia, resultado 36,6% superior ao registrado em 2012. Já em volume o crescimento foi de 27,5%, alcançando US$ 39,35 milhões, segundo dados elaborados pela Abicalçados.O país já corresponde por mais de 5% do total exportado em volume, figurando ao lado dos principais mercados para o calçado verde-amarelo. 
 

Ano passado, a participação brasileira na feira colombiana gerou mais de US$ US$ 3,3 milhões entre negócios in loco e decorrentes de contatos feitos na mostra.


Participam da 29ª edição da IFLS, que acontece no complexo Corferias com mais de 550 expositores, as marcas brasileiras Amazonas, Beira Rio, Bibi, Dakota, Ferracini, Grendene, Klin, Malu, Pampili, Pegada, Pimpolho, Sugar Shoes e Zeket. 

on facebookShare on twitterShare on gmailMore Sharing ServicesIndústria de calçados quer expansão no mercado árabe

A gaúcha Boaonda está presente nos Emirados, Arábia Saudita, Omã, Marrocos e Egito. Agora a empresa pretende entrar no mercado da Tunísia.


 A empresa gaúcha de calçados de borracha Boaonda começou suas exportações para o mercado árabe em 2012. De lá para cá, vendeu para os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã, Marrocos e Egito. Agora, em contato com um distribuidor da Tunísia, a indústria quer expandir sua presença na região.

Segundo Cássio Romani, gerente de Exportação, a empresa foi contatada pelo distribuidor tunisiano durante a Expo Riva Schuh, na Itália, realizada no mês passado. “Foi um contato muito bom. Vamos começar a mandar preços, amostras, para, quem sabe, até o meio do ano estar com o pedido fechado. Este foi um dos principais contatos da feira”, explicou.

De acordo com o executivo, se fechada a parceria, o distribuidor deve começar as vendas pelo próprio mercado da Tunísia, “para ver quais produtos tem mais aceitação”, antes de levar os calçados aos demais países africanos.

 

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Artefatos brasileiros ganham marca internacional

'Brasil by Bags' passou a ser a nova identidade das indústrias do segmento. Fazendo referência ao couro, às cores e à inspiração usadas na fabricação dos produtos, ela será utilizada em ações no exterior.



São Paulo – Os artefatos produzidos no Brasil vão ganhar um impulso para as exportações. A Associação Brasileira das Indústrias de Artefatos de Couro e Artigos de Viagem (Abiacav) lançou neste mês uma marca internacional, a Brasil by Bags, que fará parte das campanhas de vendas de produtos do segmento no exterior e será usada como identidade comum por empresas que integram um projeto de exportação do setor liderado pela Abiacav e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

 O slogan que acompanha a marca é: “Brasil by Bags – Seja bem vindo a um Brasil feito de couro, cores e inspirações”. Ele sintetiza as principais características dos artefatos fabricados no Brasil e deverá funcionar como uma identidade para o produto nacional. “A gente é bom em produto de couro, está acima da média”, afirma o gerente do projeto Brasil by Bags, Paulo Kieling, lembrando que o País tem ótimos curtumes e reúne toda a cadeia de artefatos.

Divulgação

Marca traz o colorido do Brasil


“O Brasil também é colorido”, afirma ele, relatando que a marca tem como base as cores verde, amarelo e azul, da bandeira. A Abiacav usou as derivações do verde, observando as tonalidades das matas, o amarelo do sol, do por do sol e suas nuances, o azul das praias e mares. Tudo isso foi traduzido em uma cartela de cores. Também faz parte da campanha a alegria do folclore e das festas das cidades brasileiras. “Decodificamos a brasilidade.”

 

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