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Setor capixaba de calçados projeta crescimento de 5% para 2014

Após ano positivo, com incremento das exportações, segmento aposta no comércio aquecido para continuar crescendo

 

Se o ano que passou deixou bons resultados, a expectativa para o setor de calçados em 2014 será ainda melhor. De acordo com o presidente do Segundo o Sindicato das Indústrias de Calçados e Acessórios do Espírito Santo (Sindicalçados), Altamir Martins, o ano deve ser promissor, principalmente para o mercado externo, graças aos investimentos que estão sendo realizados nas indústrias e nas modelagens dos produtos locais. Com isso, a tendência é que o setor cresça em torno de 5% este ano, em relação a 2013.

 

“Esses investimentos possibilitam nossa valorização no mercado interno e externo. O comércio no Espírito Santo também está aquecido, o que contribui para absorção do produto no mercado e o crescimento das indústrias locais”, disse Martins.

 

Para garantir tal crescimento, o setor precisará ultrapassar alguns obstáculos. Isso porque alguns gargalos enfrentados pela indústria de calçados no Espírito Santo se assemelham ao setor nacional como um todo, como uma concorrência pesada de produtos orientais, que chegam no Brasil a taxas muito competitivas, mesmo com as medidas antidumping já tomadas, visto que o custo de produção nesses países é bem inferior ao brasileiro. “Possuímos incentivos fiscais do Governo do Estado, através do programa Compete-ES que nos garante redução do ICMS, mas seria necessária a criação de outros mecanismos para reduzir o chamado ‘Custo Brasil’ e o ‘Custo Espírito Santo’”, diz Martins.

 

Entretanto, o principal gargalo da indústria calçadista capixaba é a falta de mão de obra qualificada. Atualmente, o setor produz em média 39 mil pares por dia e ultrapassa os 14 milhões ao ano. “Só conseguiremos ampliar efetivamente nosso potencial produtivo quando esse problema for solucionado e damos nossa contribuição com a Escola de Corte e Costura”, afirma fazendo uma alusão ao programa realizado em Cachoeiro de Itapemirim, com o objetivo de capacitar mão de obra para o setor e qualificar os profissionais já absorvidos.

 

2013 foi positivo

 

Em 2013, apesar da queda no superávit do setor nacional, o Estado conseguiu ampliar suas exportações em 8%, no mesmo patamar que a média brasileira em pares e teve um resultado ligeiramente melhor em valores, de 1,9%, ante os 0,5% da indústria brasileira. De acordo com Altamir Martins, entre os fatores que ajudaram esse desempenho está a alta do dólar, que chegou a valer R$ 2,45 em agosto. “No mercado interno, conseguimos respirar mais aliviados durante um período em que ficou mais caro importar. Além disso, o dólar alto não afetou o preço dos nossos produtos no mercado interno porque as empresas que importam matéria-prima já haviam programado seus estoques até o fim do ano”, explicou.

 

Ainda de acordo com Martins, os resultados poderiam ter sido melhores já em 2013, não fossem algumas barreiras comerciais de países vizinhos, como Argentina e Venezuela, que haviam sido prospectados anteriormente por fábricas capixabas. Mesmo assim, Arábia Saudita e Angola, além de países da América do Sul, como Equador, Colômbia e Paraguai foram alguns dos destinos dos calçados capixabas no ano passado e que devem ter laços estreitados em 2014.

Exportação de couros bate recorde no primeiro bimestre do ano com 85 mil toneladas

 

A exportação do couro bateu recorde no primeiro bimestre deste ano, com 85 mil toneladas, o que significa aumento de 12,2% se comparado ao mesmo período de 2013.

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul/MS), a informação divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Segundo as informações, foram US$ 448,1 milhões em exportações. O valor significa aumento de 26,7% do que foi exportado no ano passado.

No primeiro bimestre, a cotação média foi de US$ 5,27 por quilo, ou seja, 12,9% maior comparando com a exportação do primeiro bimestre do ano passado. No último ano, o volume exportado foi de 75,7 mil toneladas.

 

 

 

Matéria original [aqui].

on facebookShare on twitterShare on gmailMore Sharing ServicesIndústria de calçados quer expansão no mercado árabe

A gaúcha Boaonda está presente nos Emirados, Arábia Saudita, Omã, Marrocos e Egito. Agora a empresa pretende entrar no mercado da Tunísia.


 A empresa gaúcha de calçados de borracha Boaonda começou suas exportações para o mercado árabe em 2012. De lá para cá, vendeu para os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã, Marrocos e Egito. Agora, em contato com um distribuidor da Tunísia, a indústria quer expandir sua presença na região.

Segundo Cássio Romani, gerente de Exportação, a empresa foi contatada pelo distribuidor tunisiano durante a Expo Riva Schuh, na Itália, realizada no mês passado. “Foi um contato muito bom. Vamos começar a mandar preços, amostras, para, quem sabe, até o meio do ano estar com o pedido fechado. Este foi um dos principais contatos da feira”, explicou.

De acordo com o executivo, se fechada a parceria, o distribuidor deve começar as vendas pelo próprio mercado da Tunísia, “para ver quais produtos tem mais aceitação”, antes de levar os calçados aos demais países africanos.

 

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Nada compensa as perdas em um mercado consolidado como o da Argentina, diz presidente da Abicalçados

Associação estima perdas de US$ 30 milhões nas exportações para o país vizinho e não vê perspectiva de melhora

Por Ana Paula RIBEIRO

A Argentina se manteve nos últimos anos como o segundo mercado mais importante para os exportadores de calçados brasileiros. No entanto, tem perdido colocações e terminou janeiro em quinto lugar. O motivo é que o governo argentino quer controlar o fluxo de divisas internacionais para preservas as reservas e para isso tem colocado diversas barreiras aos importadores. O resultado é prejuízo para o setor calçadista brasileiro. O diretor-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, afirma que, desde agosto do ano passado, esse prejuízo já chegou a US$ 30 milhões e que embora haja esforço para conquistar novos mercados, nada compensa a perda em um mercado consolidado como o do país vizinho.

DINHEIRO: Quais as perdas do setor de calçados com as dificuldades de exportação para a Argentina?
HEITOR KLEIN: Agora estaríamos embarcando os calçados da coleção outono/inverno e isso não vai acontecer. Não há clima para essa negociação. Temos cerca de 800 mil pares de calçados que de uma forma ou outra estão sofrendo bloqueio para entrar na Argentina desde agosto do ano passado, sendo que mais de 400 mil foram efetivamente cancelados porque não conseguiram as Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação. Estimo que o número possa chegar a 2 milhões de pares se forem incluídos os negócios que poderiam acontecer e não aconteceram por essa situação.

DINHEIRO: Mas há um valor para esse prejuízo?
KLEIN:
São uns 2 milhões de pares a um preço médio de US$ 15. Estamos falando de US$ 30 milhões de negócios cancelados ou que foram perdidos o que, no fim, é um prejuízo. Há também um prejuízo na credibilidade diante os importadores argentinos, que fica muito afetada.

DINHEIRO: E há alguma expectativa de melhora nesse cenário?
KLEIN:
A situação econômica da Argentina está se deteriorando. Não há nenhum sinal à vista para que isso se abrande e possibilite uma retomada. De nossa parte já não sabemos o que pode ser feito.

DINHEIRO: O governo brasileiro tem intermediado as negociações?
KLEIN:
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e a embaixada brasileira em Buenos Aires estão dando um apoio forte, mas do lado do governo argentino há uma inflexibilidade total. Não quer dizer que não estejam acontecendo embarques. Estão, mas em volumes menores.

DINHEIRO: Qual a participação das vendas para a Argentina no total de exportações de calçados brasileiros?
KLEIN:
Foi de 10,9% no ano passado, quando atingiu US$ 188,9 milhões e agora está bem menos. Em janeiro, foi equivalente a 3,6% das vendas ao Exterior. As exportações para a Argentina caíram 30%, para US$ 3,4 milhões no mês passado.

DINHEIRO: É possível compensar a queda das vendas para a Argentina com outros mercados?
KLEIN:
A gente tem um esforço forte aqui na Abicalçados de promoção comercial de novos mercados e de ampliação dos mercados existentes, mas nada compensa uma perda dessas em um mercado consolidado, que é o mercado da Argentina.

DINHEIRO: Quais as expectativas em termos de exportações para 2014?
KLEIN:
É complicado dizer. Tínhamos uma projeção antes desse problema que era de uma recuperação das exportações em função de melhoria do dólar, com preços mais competitivos, mas essa situação na Argentina mudou tudo. O quadro ainda é muito instável, até na área de câmbio.

Feira colombiana IFLS terá 13 empresas brasileiras

Visando a consolidação no crescente mercado colombiano, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), através do Brazilian Footwear – programa de apoio às exportações mantido em parceria com a Apex-Brasil -, leva 13 empresas nacionais para a participação na International Footwear and Leather Show (IFLS). A feira, que apresentará as coleções de outono-inverno 2014, acontece em Bogotá/Colômbia entre os dias 4 e 7 de fevereiro. 

No segundo dia da feira, as marcas nacionais serão apresentadas para jornalistas e blogueiras de moda em um evento promovido pelo Brazilian Footwear no restaurante Club Colombia pela manhã. Chamada de "Encontro com a Moda do Brasil", a ação visa intensificar o relacionamento dos expositores com a imprensa colombiana, apresentando a moda nacional e o setor calçadista verde-amarelo. 
 

O gestor de Projetos da Abicalçados, Cristiano Körbes, ressalta que a Colômbia é um mercado estratégico para o calçado brasileiro. “O Brazilian Footwear trabalha com mercados potenciais para o calçado verde-amarelo. Estamos desenvolvendo diferentes ações, como missões, participação em feiras, estudos e encontros para fomentar os negócios e ainda promover a imagem das marcas de maneira diversificada. E, dentro deste contexto, um dos mercados de maior potencial para o Brasil é a Colômbia”, aponta Körbes, que falará aos jornalistas no encontro do segundo dia da IFLS. Ainda durante a mostra, o Brazilian Footwear irá sortear a bola oficial do Mundial 2014, a Brazuca, entre compradores internacionais. 

 

Negócios

Entre janeiro e dezembro do ano passado foram embarcados mais de 6,7 milhões de pares para a Colômbia, resultado 36,6% superior ao registrado em 2012. Já em volume o crescimento foi de 27,5%, alcançando US$ 39,35 milhões, segundo dados elaborados pela Abicalçados.O país já corresponde por mais de 5% do total exportado em volume, figurando ao lado dos principais mercados para o calçado verde-amarelo. 
 

Ano passado, a participação brasileira na feira colombiana gerou mais de US$ US$ 3,3 milhões entre negócios in loco e decorrentes de contatos feitos na mostra.


Participam da 29ª edição da IFLS, que acontece no complexo Corferias com mais de 550 expositores, as marcas brasileiras Amazonas, Beira Rio, Bibi, Dakota, Ferracini, Grendene, Klin, Malu, Pampili, Pegada, Pimpolho, Sugar Shoes e Zeket. 

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